Desde que a conhecera, soubera, ela era uma ótima pessoa. Mas, de ótimas pessoas, o mundo está cheio. Talvez não tanto quanto deveria. A questão é: ela é muito mais que isso. E o melhor, havia muito mais por vir. Isso o deixava contente e ao mesmo tempo fascinado. O que mais poderia conhecer sobre ela? O que estaria por vir? Questões que só poderiam ser respondidas com o tempo. E esperava ansiosamente para que pudessem ser respondidas. Nunca imaginara que, no meio de tantas pessoas, acharia uma tão rara.
Embora não soubesse nada sobre ele, em pouquíssimo tempo, sentia que ela sabia mais do que muita gente que passara uma vida ao lado dele. Nem mesmo ele se entendia. E, como disse Clarice, talvez o entender não fosse uma questão de inteligência, e sim de sentir. Talvez, essas pessoas que passaram tanto tempo com ele nunca se preocuparam em senti-lo ou perderam tempo tentando entendê-lo como ela o fizera.
Dizem que a primeira impressão é a que fica. E quem se apresenta a qualquer platéia em que não se conhece 90% das pessoas, citando Clarice Lispector, definitivamente, passa a melhor impressão do mundo e não se deve ser avaliado como qualquer um. Dito e feito. Ela estava longe de se assemelhar a qualquer pessoa que ele jamais conhecera. Ela era, talvez, tão singular quanto à autora que citara anteriormente.
Dentre tantas características e qualidades a pouco mostrara uma das mais notáveis: a de cativar. E cumpriu essa tarefa maravilhosamente bem sem ao menos dar-se conta. Em poucos instantes o menino que, a princípio, encontrava-se triste, conseguiu esboçar meios sorrisos pelas boas surpresas. E, acredite, definitivamente, não é qualquer um que consegue.
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