A maior verdade é que todos esses anos que se passaram só me fizeram sofrer gradativamente com isso tudo. Sofri de todas as formas possíveis e contextos imagináveis embora talvez você nem imagine. Eu sofri aquela vez em que se aproximou de mim para esquecer uma outra pessoa mesmo sabendo que não aconteceria. Foi uma das únicas vezes que foi sincero comigo embora tenha dito para mim que sempre o seria. Ou quando você se afastou de mim daquela outra vez, usando meias desculpas para disfarçar sua babaquice e eu fingir acreditar por sempre ter achado mais fácil colocar toda a culpa em mim à destruir as ilusões que criei e que me consumiram. E mais ainda quando, mesmo que tenha me perdoado e tenhamos nos aproximado novamente, eu o excluí da minha vida por causa de um namoro falho e infeliz mesmo já tendo prometido para mim mesmo que nunca me afastaria de você novamente. Sofri quando você começou a namorar e eu fiquei com ciúmes da sua felicidade. Não quero que me leve a mal, eu realmente me sinto muito feliz com sua felicidade, mais do que você possa um dia imaginar, apesar disso também me doer às vezes. Eu fiquei triste e sofri com você todas as vezes que você terminava o namoro ou brigava com seu namorado. Eu sentia vontade de chorar rios também, mas não o fazia porque sabia que você precisava de pessoas fortes e que o fizessem se sentir melhor. Sofri por todas as vezes que não me procurou quando se sentiu mal ou não quis conversar comigo mesmo eu sabendo que você precisava conversar e isso fazer eu me sentir um nada. Ou pelas vezes que você tomava atitudes idiotas e eu sabia que sofreria ou se decepcionaria. Eu ainda sofro por não entender o que eu significo pra você ou não querer acreditar que eu não significo tanto quanto gostaria. E por você me dizer coisas que me doem e eu ficar atônito sem saber o que responder. Ainda sofro por, por vezes, você parecer indiferente sobre as minhas questões e eu omitir meu incômodo com isso embora tenha vontade de gritar e xingá-lo. E o pior é apesar disso tudo eu preferir estar perto de você por saber que eu sofreria mais não estando.
Você já me disse um dia que um dos meus maiores problemas era não conseguir expressar meus sentimentos. Apesar de ter demorado, é isso o que sinto.
"Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece." "Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre." “Apesar do meu ar duro, sou cheio de muito amor e é isso o que certamente me dá uma grandeza.”
Tuesday, September 17, 2013
Sunday, September 8, 2013
Nostalgia
Tenho saudades do que já foi e do que já fui. Tenho saudades de passar madrugadas inteiras em claro bebendo capuccino na varanda, pensando nostalgicamente no que passou e em como a vida é breve. E da minha época de escola, em que as coisas eram fáceis demais embora parecessem muito difíceis e maiores do que realmente eram. Sinto falta dos meus quase amores que quase davam certo. Das paixões avassaladoras e curtas que sempre me faziam perder o chão por uma semana. E, surpreendentemente, dos sermões que minha mãe me dava, dizendo que eu nunca cumpro o que eu digo. Tenho saudades das certezas que tinha sobre o futuro, mesmo descobrindo agora que tudo aquilo jamais vai se concretizar. Do meu ar sonhador, dos textos quase semanais e de me sentir infinito apenas por uma noite por várias noites. Agora, nada disso existe mais.
Tudo isso deixa de existir quando você se entrega a um destino inegável. Quando o que você queria se torna o que você precisa e isso te suga de uma forma que, mesmo que você realmente quisesse aquilo, aquilo se torna um fardo que você tem que carregar. Nunca fui bom em ter obrigações, mas infelizmente de algumas não se pode fugir. E são justamente essas que pesam mais. Você é obrigado a não ser mais você, é obrigado a cumprir um papel que você não quer. Logo eu, que nunca fui bom em teatro. Logo eu, que nunca abri mão de mim mesmo. Logo nós, que temos tudo pela frente e vivemos pelo agora, temos que guardar nosso agora no bolso e viver pelo que não entendemos ainda e talvez nem entendamos.
Então, em uma madrugada qualquer fujo daquilo que não sou. Deixo de lado todo o peso que carrego nas costas e voltarei a carregar quando as luzes se apagarem e eu deitar minha cabeça no travesseiro. Às vezes é bom voltar com alguns velhos hábitos e esquecer de tudo por alguns minutos. Talvez seja o melhor modo de não se perder para sempre de você mesmo.
Talvez eu só precise de férias.
Tudo isso deixa de existir quando você se entrega a um destino inegável. Quando o que você queria se torna o que você precisa e isso te suga de uma forma que, mesmo que você realmente quisesse aquilo, aquilo se torna um fardo que você tem que carregar. Nunca fui bom em ter obrigações, mas infelizmente de algumas não se pode fugir. E são justamente essas que pesam mais. Você é obrigado a não ser mais você, é obrigado a cumprir um papel que você não quer. Logo eu, que nunca fui bom em teatro. Logo eu, que nunca abri mão de mim mesmo. Logo nós, que temos tudo pela frente e vivemos pelo agora, temos que guardar nosso agora no bolso e viver pelo que não entendemos ainda e talvez nem entendamos.
Então, em uma madrugada qualquer fujo daquilo que não sou. Deixo de lado todo o peso que carrego nas costas e voltarei a carregar quando as luzes se apagarem e eu deitar minha cabeça no travesseiro. Às vezes é bom voltar com alguns velhos hábitos e esquecer de tudo por alguns minutos. Talvez seja o melhor modo de não se perder para sempre de você mesmo.
Talvez eu só precise de férias.
O medo
Mesmo depois de todos os prós e contras eu ainda quero e, acredite, tenho mania de criar muitos contras que na verdade nem existem. Depois de todas as mancadas e sumiços repentinos parece que nada mudou e não vai mudar. Mesmo precisando estudar, tendo prova final hoje e mil coisas acontecendo na minha cabeça, estou aqui lhe escrevendo porque sinto que devo e que preciso. Porque mesmo depois de vários meses, mesmo depois de nos tornarmos amigos e você construir uma muralha entre nós, rejeitando qualquer possível relação mais intima eu ainda quero beija-lo como eu queria quando você trabalhava com minha amiga e não admitia que também queria. Agora, você está desconstruindo essa muralha e isso me amedronta porque eu já havia aceitado que nunca passaríamos do que já éramos. Você me diz que somos muito parecidos apesar de eu não achar. Você é dramático, irritante, conhece todo mundo e às vezes desaparece sem ao menos dar alguma explicação. Quanto a mim, nunca gostei de chamar atenção. Sou tímido e tenho poucos amigos. Você é tudo que eu não sou. Mas imagino que quando diz que somos parecidos, você quer dizer que somos iguais na dor. Choramos e sentimos igual. Acreditamos em coisas parecidas apesar de agirmos de formas opostas.
Eu conheci outra pessoa e ela é incrível, mas dói me apaixonar. Porque antes de eu ser de qualquer outra pessoa e ela ser minha, eu sou seu e você é meu. E isso não vai mudar, você sabe disso. Podem passar anos e eu vou continuar sendo seu. Entretanto agora é minha vez de ter medo, agora é minha vez de fugir e negar o inegável que somos nós. Uma hora eu vou parar de correr e olhar pra trás. Eu espero que você esteja lá por mim, de braços abertos. É isso que merecemos e que estamos destinados, apesar de não acreditar em destino.
Eu te amo de todas as formas e não vou deixar de amar, espero que você saiba disso também.
Eu conheci outra pessoa e ela é incrível, mas dói me apaixonar. Porque antes de eu ser de qualquer outra pessoa e ela ser minha, eu sou seu e você é meu. E isso não vai mudar, você sabe disso. Podem passar anos e eu vou continuar sendo seu. Entretanto agora é minha vez de ter medo, agora é minha vez de fugir e negar o inegável que somos nós. Uma hora eu vou parar de correr e olhar pra trás. Eu espero que você esteja lá por mim, de braços abertos. É isso que merecemos e que estamos destinados, apesar de não acreditar em destino.
Eu te amo de todas as formas e não vou deixar de amar, espero que você saiba disso também.
O dia em que eu te matei
Eu prometi para mim mesmo nunca mais lhe escreveria. Eu prometi que seguiria em frente e pararia de pensar em você e procurar saber como está. Seria incrível não me importar, mas não é assim que funciona. Ainda dói. A ferida ainda está aberta.
Você me disse um dia que ficaríamos juntos para sempre, então terminamos algum tempo depois. Mas talvez você estivesse certo apesar de eu não ter levado a sério. Você está em mim todas as horas e todos os dias. E talvez seja para sempre, porque se passou quase 1 ano que terminamos e só o que passou mesmo foi o tempo. Nada daquilo que sempre passou em outros relacionamentos rasos ou não tão rasos passou nesse ano que estamos separados. Mas isso não importa mais. Você me irrita com essa mania de arrumar um “namorado” a cada 2 semanas e fingir que ele é o amor da sua vida e achar que vão ser felizes para sempre. E isso também não me importa mais.
Aos poucos as doses de você, em mim, têm diminuído e tem sido mais fácil respirar. Você não deveria ter mandado aquela carta e aquela caixa de bombons. Você não deveria pensar em mim ou falar comigo, assim como eu em relação a você. Não deveria ter tatuado meu nome como eu já havia dito. Ou dizer que sou única pessoa que vai amar de verdade em toda a sua vida. Ou sair com a minha prima sabendo que eu não gostaria e teria ciúmes.
A propósito, eu estou bem também. E não digo que não sinto a sua falta, apesar de achar que, o que sinto, é mais reconhecer momentos bons do que sentir saudade. Fico realmente muito feliz ao ler sobre suas vitórias e que está seguindo em frente com a sua vida. Ambos sabemos que juntos nunca passaríamos daquele namoro doentio que nos sugava e nos fazia permanecer numa inércia comodista. Você sabe que precisávamos disso. E eu fui o corajoso. Eu dei minha cara tapa e me prestei ao papel de vilão, embora tenha feito isso por nós dois. E não me arrependo. Frente a isso, aconselho-o a nos superar porque, mesmo tendo te amado tanto e ainda ame, nós não existimos mais como nós e nunca mais existiremos.
Uma das últimas coisas que lhe disse antes de pararmos de nos falar é: “tente seguir meus conselhos que isso o ajudará a ser feliz. Eu espero que esteja seguindo. Pare de viver nas lembranças de nós e construa algo bonito em cima disso. Encontre alguém que seja realmente o amor da sua vida e se apaixone. Trabalhe e estude com o que você gosta.
Hoje, João, é a última vez que lhe escrevo embora seja a primeira que envio. E eu juro que dessa vez é verdade. Espero e peço que também não me escreva mais.
Você me disse um dia que ficaríamos juntos para sempre, então terminamos algum tempo depois. Mas talvez você estivesse certo apesar de eu não ter levado a sério. Você está em mim todas as horas e todos os dias. E talvez seja para sempre, porque se passou quase 1 ano que terminamos e só o que passou mesmo foi o tempo. Nada daquilo que sempre passou em outros relacionamentos rasos ou não tão rasos passou nesse ano que estamos separados. Mas isso não importa mais. Você me irrita com essa mania de arrumar um “namorado” a cada 2 semanas e fingir que ele é o amor da sua vida e achar que vão ser felizes para sempre. E isso também não me importa mais.
Aos poucos as doses de você, em mim, têm diminuído e tem sido mais fácil respirar. Você não deveria ter mandado aquela carta e aquela caixa de bombons. Você não deveria pensar em mim ou falar comigo, assim como eu em relação a você. Não deveria ter tatuado meu nome como eu já havia dito. Ou dizer que sou única pessoa que vai amar de verdade em toda a sua vida. Ou sair com a minha prima sabendo que eu não gostaria e teria ciúmes.
A propósito, eu estou bem também. E não digo que não sinto a sua falta, apesar de achar que, o que sinto, é mais reconhecer momentos bons do que sentir saudade. Fico realmente muito feliz ao ler sobre suas vitórias e que está seguindo em frente com a sua vida. Ambos sabemos que juntos nunca passaríamos daquele namoro doentio que nos sugava e nos fazia permanecer numa inércia comodista. Você sabe que precisávamos disso. E eu fui o corajoso. Eu dei minha cara tapa e me prestei ao papel de vilão, embora tenha feito isso por nós dois. E não me arrependo. Frente a isso, aconselho-o a nos superar porque, mesmo tendo te amado tanto e ainda ame, nós não existimos mais como nós e nunca mais existiremos.
Uma das últimas coisas que lhe disse antes de pararmos de nos falar é: “tente seguir meus conselhos que isso o ajudará a ser feliz. Eu espero que esteja seguindo. Pare de viver nas lembranças de nós e construa algo bonito em cima disso. Encontre alguém que seja realmente o amor da sua vida e se apaixone. Trabalhe e estude com o que você gosta.
Hoje, João, é a última vez que lhe escrevo embora seja a primeira que envio. E eu juro que dessa vez é verdade. Espero e peço que também não me escreva mais.
Monday, July 1, 2013
Você me matou
Cara pessoa-que-mais-quer-meu-bem,
Escrevo-lhe esta carta mesmo sabendo que você nunca a lerá. É minha forma de tentar me justificar comigo mesmo e fazer eu me sentir menos culpado pelas coisas que eu fiz. Não sei se para você faria diferença, mas para mim faz e muita. Tem sido difícil segurar as pontas.
Vou começar com nosso primeiro adeus: acredite, poucas coisas na minha vida foram tão difíceis e dolorosas. Essa foi a primeira vez que você me matou, como se manteve fazendo durante todos esses últimos meses. Ninguém nunca havia me decepcionado tão profundamente como você fez e, como você deve saber, eu nunca vou conseguir esquecer ou superar tudo o que houve, nunca.
A segunda vez que você me matou foi de forma parcelada, a cada último adeus que dávamos e a cada reencontro que tínhamos e jurávamos que daquela vez tudo seria diferente e não era. E eu pensei que nunca seria porque eu sempre fui uma pessoa muito pequena ao seu lado, e você me engolia. Era tão imutável e pé no chão que não dava espaço para o meu "eu sonhador"que sempre quis tudo de uma só vez. Mas eu me enganei e essa foi a terceira vez que você me matou.
A terceira vez que você me matou foi quando, já sem esperança, com o peito vazio, você, surpreendentemente mudou e começou a ser tudo o que eu sempre pensei querer. Não era. Não era porque eu havia entendido uma coisa que você ainda pensa entender mas não entende. Eu entendi a tatuagem que você fez para mim na costela. Eu entendi que era eu que te prendia nesse eterno jogo de fingir ser o que não é e não o deixava voar. Eu entendi que não era você que não era para mim, mas eu que não era para você, Mas eu estava ocupado demais achando que eu era especial que não vi. Eu entendi que não sou especial. Que eu não sou quem você precisa. E, da forma mais dolorosa, eu entendi que eu devia deixa-lo ir.
Você ainda me mata devagarzinho todo dia. A cada música "nossa" que ouço e me faz lembrar de nós. A cada cheiro de perfume doce que sinto na rua e me faz voltar a odiar sentir. A cada noite em claro que passo imaginando como você esta e olhando para a tela do celular sem poder mandar-lhe mensagem. A cada boca que beijo que não é a sua. Ou a cada texto repleto de eu's e você's que escrevo por não conseguir superar "nós". Porque você me impregnou e agora tudo é você. Mas vai passar e eu vou esquecer como se a gente nunca tivesse existido, ou pelo menos lembrar e conseguir seguir em frente.
Sei que você pensa que para mim as coisas são fáceis demais, mas não são. E quando lembro das suas últimas palavras "não faz isso comigo, eu quero ter uma vida com você", meu corpo estremece inteiro e eu sinto vontade de chorar oceanos. Nunca vai ser fácil para mim. Mas, se um dia você ler esse texto e me perguntar como eu me sinto, vou abrir um sorriso enorme e dizer que nunca estive melhor. Porque eu faço isso por nós e a ultima coisa que precisamos agora é de tristeza. Sempre soubemos que não daria certo.
Então, me desculpa, João. Eu espero que você encontre alguém que possa fazer-lhe realmente feliz. Da forma que sempre quisemos ser.
Com amor,
Lucas
Escrevo-lhe esta carta mesmo sabendo que você nunca a lerá. É minha forma de tentar me justificar comigo mesmo e fazer eu me sentir menos culpado pelas coisas que eu fiz. Não sei se para você faria diferença, mas para mim faz e muita. Tem sido difícil segurar as pontas.
Vou começar com nosso primeiro adeus: acredite, poucas coisas na minha vida foram tão difíceis e dolorosas. Essa foi a primeira vez que você me matou, como se manteve fazendo durante todos esses últimos meses. Ninguém nunca havia me decepcionado tão profundamente como você fez e, como você deve saber, eu nunca vou conseguir esquecer ou superar tudo o que houve, nunca.
A segunda vez que você me matou foi de forma parcelada, a cada último adeus que dávamos e a cada reencontro que tínhamos e jurávamos que daquela vez tudo seria diferente e não era. E eu pensei que nunca seria porque eu sempre fui uma pessoa muito pequena ao seu lado, e você me engolia. Era tão imutável e pé no chão que não dava espaço para o meu "eu sonhador"que sempre quis tudo de uma só vez. Mas eu me enganei e essa foi a terceira vez que você me matou.
A terceira vez que você me matou foi quando, já sem esperança, com o peito vazio, você, surpreendentemente mudou e começou a ser tudo o que eu sempre pensei querer. Não era. Não era porque eu havia entendido uma coisa que você ainda pensa entender mas não entende. Eu entendi a tatuagem que você fez para mim na costela. Eu entendi que era eu que te prendia nesse eterno jogo de fingir ser o que não é e não o deixava voar. Eu entendi que não era você que não era para mim, mas eu que não era para você, Mas eu estava ocupado demais achando que eu era especial que não vi. Eu entendi que não sou especial. Que eu não sou quem você precisa. E, da forma mais dolorosa, eu entendi que eu devia deixa-lo ir.
Você ainda me mata devagarzinho todo dia. A cada música "nossa" que ouço e me faz lembrar de nós. A cada cheiro de perfume doce que sinto na rua e me faz voltar a odiar sentir. A cada noite em claro que passo imaginando como você esta e olhando para a tela do celular sem poder mandar-lhe mensagem. A cada boca que beijo que não é a sua. Ou a cada texto repleto de eu's e você's que escrevo por não conseguir superar "nós". Porque você me impregnou e agora tudo é você. Mas vai passar e eu vou esquecer como se a gente nunca tivesse existido, ou pelo menos lembrar e conseguir seguir em frente.
Sei que você pensa que para mim as coisas são fáceis demais, mas não são. E quando lembro das suas últimas palavras "não faz isso comigo, eu quero ter uma vida com você", meu corpo estremece inteiro e eu sinto vontade de chorar oceanos. Nunca vai ser fácil para mim. Mas, se um dia você ler esse texto e me perguntar como eu me sinto, vou abrir um sorriso enorme e dizer que nunca estive melhor. Porque eu faço isso por nós e a ultima coisa que precisamos agora é de tristeza. Sempre soubemos que não daria certo.
Então, me desculpa, João. Eu espero que você encontre alguém que possa fazer-lhe realmente feliz. Da forma que sempre quisemos ser.
Com amor,
Lucas
Thursday, June 27, 2013
Eu odeio você
Eu odeio você. Odeio sua cara amassada pela manhã e seu cabelo bagunçado quando acorda. Odeio também seu mal humor me gritando para acordar me dizendo que é por isso que estou sempre atrasado. E a forma como você fala, sempre achando que está certo e que é o rei do mundo. Detesto quando você finge entender algo que não entende por ser orgulhoso demais para dar o braço a torcer. Não suporto o seu jeito cínico quando demonstro algum tipo de ciúmes ou, simplesmente, reclamo de algo sem algum motivo aparente e como você faz eu me sentir bobo por isso. Eu odeio seu ciúme, que me faz parecer errado, como se apenas você pudesse tê-lo e o meu fosse coisa da minha cabeça, apesar de sabermos que não é. Ou como você faz as coisas parecerem fáceis demais quando, na verdade, não são, ou vice e versa. Odeio quando você se finge de burro quando nós dois sabemos que não é. E o fato de, na realidade, você ser muito mais esperto que eu, e isso me irritar. Odeio a forma como você me trata, fazendo eu me sentir especial e fazendo eu me apaixonar por você, novamente, a cada dia. Odeio o seu cheiro de perfume doce e mais ainda o fato de eu ter começado a ama-lo simplesmente por ser seu cheiro. Mas, o que eu mais odeio é fato de nos conhecermos tão bem a ponto de você saber que apesar de eu conhecer todos os seus defeitos conseguir amar cada um deles.
Clareza
Acordava todas as manhãs com os raios de sol em seu rosto. Fazia de proposito: antes de dormir deixava a cortina aberta para que, pelo amanhecer, fosse acordado de uma forma que talvez o fizesse querer levantar. Falhava da mesma forma a cada dia. A claridade o irritava e tudo que queria era permanecer eternamente na cama. Rolava por mais alguns minutos ou horas, semi-dormindo. Tentando adormecer para que, assim, o dia pudesse passar mais rápido. Abria os olhos em intervalos de minutos para olhar a hora. Saber se o dia havia se passado. Não. De hora em hora sua mãe entrava no quarto dizendo que estava em tempo de acordar e que perderia a melhor parte do dia. Ainda assim, não o motivava. Farto, por fim, de ficar na cama e ser incomodado a todo momento, decidia levantar. Olhava, apático, o celular com algumas chamadas não atendidas do seu namorado. Retornava, ainda sonolento: -"Oi, amor" -"Você estava dormindo até agora?!?" -"Sim" -"Porra, Lucas, você dorme demais! Todo dia isso.". Dava alguns esclarecimentos e se arrumava para encontrar com ele, que já esperava o menino, pronto. Apressando-se, passava uma água no rosto, mudava a roupa e tentava colocar alguma coisa dentro do estômago. Mesmo desanimado, forçava-se a sair de casa e encontra-lo sabendo que isso o faria bem. O faria esquecer coisas as quais não queria pensar.
Enquanto estava com o namorado conseguia manter, um pouco, a cabeça no lugar, relaxar e até esboçar uns sorrisos meia boca. -"Você está bem, amor?" -"Estou, só um pouco cansado e desanimado." -"Eu te amo, tá? Vou te fazer feliz.". E a cada frase nesse sentido, sentia-se pior. Vou te fazer feliz". Queria acreditar nessas palavras. Queria que fosse verdade com tanta força que chegava a doer. Desejar tanto uma coisa, supostamente, tão simples. Ser feliz? A tristeza lhe era como uma farpa encrustada na sua pele a qual mesmo que incomodasse, não conseguia se livrar.
Enquanto estava com o namorado conseguia manter, um pouco, a cabeça no lugar, relaxar e até esboçar uns sorrisos meia boca. -"Você está bem, amor?" -"Estou, só um pouco cansado e desanimado." -"Eu te amo, tá? Vou te fazer feliz.". E a cada frase nesse sentido, sentia-se pior. Vou te fazer feliz". Queria acreditar nessas palavras. Queria que fosse verdade com tanta força que chegava a doer. Desejar tanto uma coisa, supostamente, tão simples. Ser feliz? A tristeza lhe era como uma farpa encrustada na sua pele a qual mesmo que incomodasse, não conseguia se livrar.
Friday, February 15, 2013
Segundo eu
E cá estou, novamente, escrevendo sobre coisas que não entendo. Como se, assim, fosse entende-las. E falhando na tentativa de expressar com palavras o que não se pode expressar.
Um dia me disseram que as coisas mudam e o tempo passa rápido demais. Que aquilo que você sempre sonhou ser ou ter, de repente, não faz mais sentido. Que essas coisas, nem sempre mudam que, as vezes, elas só perdem o valor e são deixadas pelo caminho. Assim como as idéias, as pessoas, ou sonhos. Mas, nunca me explicaram o que isso significava, ou o que eram essas "coisas". E enquanto dediquei meu tempo a tentar decifrar essa frase, as coisas mudaram e o tempo passou.
Olhei ao meu redor com o intuito de reconhecer o que me rodiava para que, talvez assim, pudesse reconhecer a mim mesmo. Falhei, novamente. Só vi rostos estranhos e sombras que me transpassavam. Parado, no meio desse universo paralelo, eu era como um fantasma preso na terra com uma tarefa da qual eu também não tinha conhecimento. E na tarefa de tentar me achar, me perdia mais, até que de mãos e pés atados, permaneci na inércia.
Me vi ao longe, ao lado de dois rostos conhecidos. E invejei a ignorância do segundo eu que sorria ingênuamente cego. Ele não me viu e não me veria. Estava ocupado demais na árdua tarefa de tentar decifrar o que já havia decifrado. E, quanto mais me aproximava de mim, mais ele se afastava. Então, me rendi.
Aceitei o que não se pode negar. Sentei-me ao centro dos estranhos rostos e me pus a conhece-los. Eles não eram tão ruins.
Um dia me disseram que as coisas mudam e o tempo passa rápido demais. Que aquilo que você sempre sonhou ser ou ter, de repente, não faz mais sentido. Que essas coisas, nem sempre mudam que, as vezes, elas só perdem o valor e são deixadas pelo caminho. Assim como as idéias, as pessoas, ou sonhos. Mas, nunca me explicaram o que isso significava, ou o que eram essas "coisas". E enquanto dediquei meu tempo a tentar decifrar essa frase, as coisas mudaram e o tempo passou.
Olhei ao meu redor com o intuito de reconhecer o que me rodiava para que, talvez assim, pudesse reconhecer a mim mesmo. Falhei, novamente. Só vi rostos estranhos e sombras que me transpassavam. Parado, no meio desse universo paralelo, eu era como um fantasma preso na terra com uma tarefa da qual eu também não tinha conhecimento. E na tarefa de tentar me achar, me perdia mais, até que de mãos e pés atados, permaneci na inércia.
Me vi ao longe, ao lado de dois rostos conhecidos. E invejei a ignorância do segundo eu que sorria ingênuamente cego. Ele não me viu e não me veria. Estava ocupado demais na árdua tarefa de tentar decifrar o que já havia decifrado. E, quanto mais me aproximava de mim, mais ele se afastava. Então, me rendi.
Aceitei o que não se pode negar. Sentei-me ao centro dos estranhos rostos e me pus a conhece-los. Eles não eram tão ruins.
Subscribe to:
Posts (Atom)