Sunday, September 8, 2013

O medo

Mesmo depois de todos os prós e contras eu ainda quero e, acredite, tenho mania de criar muitos contras que na verdade nem existem. Depois de todas as mancadas e sumiços repentinos parece que nada mudou e não vai mudar. Mesmo precisando estudar, tendo prova final hoje e mil coisas acontecendo na minha cabeça, estou aqui lhe escrevendo porque sinto que devo e que preciso. Porque mesmo depois de vários meses, mesmo depois de nos tornarmos amigos e você construir uma muralha entre nós, rejeitando qualquer possível relação mais intima eu ainda quero beija-lo como eu queria quando você trabalhava com minha amiga e não admitia que também queria. Agora, você está desconstruindo essa muralha e isso me amedronta porque eu já havia aceitado que nunca passaríamos do que já éramos. Você me diz que somos muito parecidos apesar de eu não achar. Você é dramático, irritante, conhece todo mundo e às vezes desaparece sem ao menos dar alguma explicação. Quanto a mim, nunca gostei de chamar atenção. Sou tímido e tenho poucos amigos. Você é tudo que eu não sou. Mas imagino que quando diz que somos parecidos, você quer dizer que somos iguais na dor. Choramos e sentimos igual. Acreditamos em coisas parecidas apesar de agirmos de formas opostas.
Eu conheci outra pessoa e ela é incrível, mas dói me apaixonar. Porque antes de eu ser de qualquer outra pessoa e ela ser minha, eu sou seu e você é meu. E isso não vai mudar, você sabe disso. Podem passar anos e eu vou continuar sendo seu. Entretanto agora é minha vez de ter medo, agora é minha vez de fugir e negar o inegável que somos nós. Uma hora eu vou parar de correr e olhar pra trás. Eu espero que você esteja lá por mim, de braços abertos. É isso que merecemos e que estamos destinados, apesar de não acreditar em destino.
Eu te amo de todas as formas e não vou deixar de amar, espero que você saiba disso também.

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